EJE 1 | MIGRACIÓN LABORAL Y TRABAJO DECENTE

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Bajo la globalización neoliberal la migración laboral -principalmente aquella proveniente del sur global o de la periferia del sistema- adquiere el estatuto de migración forzada. Ello implica su sometimiento a condiciones cada vez más severas de discriminación y exclusión social, precarización y explotación laboral extrema, independientemente de si se trata de trabajadoras o trabajadores temporales o permanentes. Las políticas migratorias de los países de destino han contribuido a profundizar esta situación: lejos de responder a las necesidades del mercado laboral, han contribuido a crear una creciente masa de migración indocumentada o irregular. La criminalización de los flujos migratorios opera como una cortina de humo frente a la sistemática violación de derechos laborales y humanos en los países de tránsito y destino.

En el curso de las últimas décadas se han producido cambios muy significativos en la composición y dinamismo de la migración calificada. Las actividades profesionales e intensivas en conocimiento dependen crecientemente de este tipo de migrantes sin que ello implique condiciones de equidad en el mercado laboral, ni un mínimo resarcimiento al país de origen de la inversión social realizada en su formación.

La adopción de una perspectiva de género sobre las migraciones laborales es fundamental para comprender y tener un abordaje integral de la problemática, ya que el porcentaje de mujeres solas o con menores a cargo ha venido en aumento, lo mismo que el abanico de ocupaciones en el que insertan. Asimismo, representan un sector particularmente vulnerable al tráfico y trata de personas.

Las múltiples contribuciones económicas, demográficas, sociales y culturales hechas por las personas migrantes a las sociedades de destino son ignoradas, ocultadas e incluso distorsionadas, independientemente del estatus legal y de su categorización como migrantes económicos, refugiados o solicitantes de asilo, a grado tal de concebírseles como una carga socioeconómica y, en tiempos de crisis, convertirlos en chivos expiatorios de la misma.

La Convención internacional sobre la protección de los derechos de todos los trabajadores migratorios y de sus familiares, de 1990, como marco fundamental de Derechos Humanos, no ha sido ratificada por ninguno de los principales países receptores de migrantes y permanece como letra muerta.

Todo esto se traduce en una progresiva segmentación, flexibilización y precarización de los mercados laborales, aunque en diferente grado, tanto para las personas migrantes como para las nativas.

Se busca acoger estudios teóricos y empíricos en el campo del mundo del trabajo que contemplen temas relacionados con la persona trabajadora en el contexto de la sociedad de origen o de acogida, el mercado laboral y la organización de los trabajadores y las trabajadoras migrantes. Se invita a presentar trabajos sobre la formación educativa y el reconocimiento de estudios previos que garanticen un trabajo calificado; la salud ocupacional; el acceso y la inserción en el mercado formal e informal, que involucran temas de acciones afirmativas o discriminación; nuevas formas de trabajo; y trabajo precario, incluido el llamado “trabajo 3D” (dirty, dangerous and demanding).

En este campo, hay espacio para propuestas sobre la fuga de cerebros de los países en desarrollo a los países desarrollados. También de las iniciativas de estos últimos para recibir trabajadores y trabajadoras temporales, y aquellos que se adapten a sectores que necesitan profesionales (a partir de la idea de «trabajadores complementarios» y el «principio de disponibilidad”). También sobre las consecuencias del trabajo voluntario gratuito que se ofrece en los países europeos a los solicitantes de asilo -lo que descaracteriza la institución del refugio- y el análisis de las características y consecuencias del trabajo subcontratado de las cadenas productivas transnacionales.

Finalmente, es muy importante abrir el espacio para las discusiones sobre la lucha de los trabajadores y las trabajadoras por la conquista y el mantenimiento de sus derechos: la organización a través de formas sindicales y asociativas; los modelos de centros de trabajadores; y las redes de solidaridad y apoyo de las propias personas migrantes.

El objetivo final del eje es abrir espacio para una amplia gama de temas, a fin de apoyar el cuestionamiento al modelo económico mundial hegemónico, en el que la flexibilización de los derechos laborales de las personas migrantes es una de las dimensiones de la vulneración deliberada de los derechos de las y los trabajadores como clase social.

En este, como en todos los ejes, alentamos la presentación de aportes con mirada de género, interseccional, anti-racista y contra la xenofobia.

EIXO 1 | MIGRAÇÃO LABORAL E TRABALHO DECENTE

Sob a globalização neoliberal, a migração laboral – principalmente a vinda do sul global ou da periferia do sistema – adquire o status de migração forçada. Isso implica a sujeição a condições cada vez mais severas de discriminação e exclusão social, precariedade e exploração extrema do trabalho, independentemente de serem trabalhadores temporários ou permanentes. As políticas de migração dos países de destino contribuíram para aprofundar essa situação: longe de responder às necessidades do mercado de trabalho, elas contribuíram para criar uma massa crescente de migração irregular ou não documentada. A criminalização dos fluxos migratórios funciona como uma cortina de fumaça contra a violação sistemática dos direitos trabalhistas e humanos nos países de trânsito e destino.

Por outro lado, ao longo das últimas décadas, houve mudanças muito significativas na composição e no dinamismo da migração qualificada. As atividades profissionais e intensivas em conhecimento dependem cada vez mais desse tipo de migrante sem implicar condições de eqüidade no mercado de trabalho, nem uma remuneração mínima para o país de origem pelo investimento social realizado em sua formação.

A adoção de uma perspectiva de gênero na migração laboral é essencial para entender e ter uma abordagem abrangente do problema, uma vez que a porcentagem de mulheres sozinhas ou com filhos dependentes tem aumentado, assim como a gama de ocupações no país inseridos. Eles também representam um setor particularmente vulnerável ao racismo, xenofobia e tráfico de seres humanos.

As múltiplas contribuições econômicas, demográficas, sociais e culturais feitas pelos migrantes para as sociedades de destino são ignoradas, ocultas e até distorcidas, independentemente de seu status legal e de sua categorização como migrantes econômicos, refugiados ou solicitantes de asilo, e assim, concebê-los como um fardo socioeconômico e, em tempos de crise, transformá-los em bodes expiatórios, não é algo incomum.

A Convenção Internacional de 1990 sobre a Proteção dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e Membros de suas Famílias, como marco fundamental dos Direitos Humanos, não foi ratificada por nenhum dos principais países receptores de migrantes e permanece uma letra morta.

Todos esses fatores se traduzem em uma progressiva segmentação dos mercados de trabalho, tornando-os mais flexíveis e precários, ainda que em graus diferentes, tanto para os migrantes quanto para os nativos.

Nesse eixo, o objetivo é sediar estudos teóricos e empíricos no campo do mundo do trabalho que incluam questões relacionadas à pessoa que trabalha no contexto da sociedade de origem ou de acolhimento; mercado de trabalho e organização de trabalhadores e trabalhadoras migrantes; treinamento educacional e reconhecimento de estudos anteriores que garantam trabalho qualificado; saúde ocupacional; acesso e inserção no mercado formal e informal, envolvendo questões de ação afirmativa ou discriminação; novas formas de trabalho; e trabalho precário, incluindo o chamado «trabalho 3D» (sujo, perigoso e exigente).

Nesse campo, há espaço para propostas sobre a fuga de cérebros dos países em desenvolvimento para os desenvolvidos. Também das iniciativas deste último para receber trabalhadores temporários e aquelas que se adaptam a setores que precisam de profissionais (com base na idéia de «trabalhadores complementares» e no «princípio da disponibilidade»). Voluntário gratuito oferecido em países europeus a solicitantes de asilo – que caracteriza a instituição de refúgio – e a análise das características e conseqüências do trabalho subcontratado nas cadeias transnacionais de produção.

Por fim, é muito importante abrir espaço para discussões sobre a luta dos trabalhadores pela conquista e manutenção de seus direitos: organização por meio de formas sindicais e associativas; modelos de centros de trabalho; e as redes de solidariedade e apoio dos próprios migrantes.

O objetivo final do eixo é abrir espaço para uma ampla gama de tópicos, a fim de apoiar o questionamento do modelo econômico mundial hegemônico, no qual a flexibilidade dos direitos trabalhistas dos migrantes é uma das dimensões da violação deliberada de direitos dos trabalhadores como classe social.

Nesse sentido, como em todos os eixos, incentivamos a apresentação de contribuições com uma perspectiva de gênero, intersetorial, anti-racista e anti-xenofobia.

©2020 Foro Social Américas de las Migraciones

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